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“PIT STOP” DA VIDA -
PARADAS PARA ABASTECIMENTO
BUSCAR A QUALIDADE
SEMPRE QUE POSSÍVEL
Quando queremos nos alimentar,
escolhemos comidas de qualidade. O mesmo se dá com a água, preferimos as
fontes cristalinas, água mineral ou, no mínimo, água convenientemente
tratada. As roupas, agasalhos, casa, carro são escolhidos com idêntico
critério. Para cuidar de nossa saúde procuramos seguir as melhores práticas
de higiene e de educação física. Caso surjam as doenças procuramos os
melhores terapeutas e os remédios adequados.
Quando fazemos compras nas feiras e
nos supermercados escolhemos segundo a melhor qualidade, sejam frutas,
legumes, verduras, alimentos e tudo o mais. Nas lojas solicitamos roupas,
agasalhos e complementos de qualidade.
Somente limitações ou carências são
obstáculos para que a qualidade não seja buscada. Como limitações podemos
considerar os hábitos que prejudicam a nossa integridade, mais adequadamente
classificados como vícios, e como carências a falta de recursos para
aquisição dos bens e serviços.
É natural e desejável que
procuremos o melhor. Assim, superar os vícios e alcançar a autossuficiência
de recursos são objetivos adequados.
O MUNDO INTERIOR
Examinemos as nossas emoções,
sentimentos, autoestima e motivações. Examinemos tudo aquilo que
encontramos em nosso mundo interior. As nossas condições interiores precisam
de alimento e de proteção de qualidade a serem buscados com o mesmo
interesse que dispensamos para as nossas necessidades físicas.
Há três fontes onde podemos buscar
os recursos para alimentar e proteger o nosso mundo interior:
a) o
presente, com os estímulos e possibilidades do meio em que vivemos;
b) o
passado, com nossas lembranças;
c) o futuro, com aquilo que esperamos alcançar.
A busca de recursos nessas fontes
deve ter como principal valor a qualidade. Recurso de qualidade é todo
aquele que vitaliza e protege nosso mundo interior, quando absorvido melhora
nossas emoções, sentimentos, auto-estima, além de motivar pelo entusiasmo e
pela alegria.
Alcançar qualidade requer
capacidade de escolha, pois entre os recursos existem os de baixa qualidade
que podem debilitar as nossas condições interiores.
NOSSAS ESCOLHAS
Enquanto a qualidade é
frequente
quando buscamos os recursos para nossas necessidades físicas, é rara em
relação ao nosso mundo interior. Pode parecer surpreendente, vejamos algumas
situações comuns em nossa vida.
Caso estejamos tristes e deprimidos
temos como necessidade buscar no presente, passado ou futuro as
possibilidades, lembranças e desejos que possam reverter a situação. O mais
provável é que sejam focalizados aspectos negativos capazes de agravar mais
a tristeza e a depressão.
Ao perdermos nosso emprego,
voltamo-nos com intranquilidade para o futuro diante de ameaças que passamos
a considerar. Havendo algum tipo de desconsideração em nossos
relacionamentos reforçamos a frustração com a lembrança de situações
equivalentes do passado, com a desconfiança em relação aos demais
relacionamentos que mantemos ou com prováveis desconfortos futuros. Uma
enfermidade manifesta é razão para voltarmos ao passado e revivermos outras
que tivemos, além de vê-la agravada no futuro ou sem solução. Uma perda de
um bem material provoca lembranças de prejuízos anteriores e temores
futuros.
Por que procedemos dessa maneira?
Dificilmente conseguiremos uma
resposta adequada quando procuramos justificar o procedimento. Sabemos que é
um hábito, os hábitos são adquiridos pelo treinamento ou repetição.
Entretanto podemos perguntar: esse
procedimento nos ajuda? Convém mudá-lo?
O hábito é prejudicial e pode ser
substituído por outro que permita fazermos escolhas de qualidade.
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