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Os estudos da estrutura genética dos seres humanos demonstram que as diferenças existentes entre todos os indivíduos são insignificantes, impossibilitando a classificação em raças. Na Terra só existe uma raça, a raça humana. A cor da pele -- negra, branca, amarela, vermelha -- é atributo insuficiente para identificação de raças diferentes. Quando consideramos a condição espiritual dos humanos, pela possibilidade de sucessivas reencarnações, temos mais uma contribuição em favor da desclassificação da divisão racial. Somos espíritos, em nossas reencarnações ocupamos corpos que podem ser negros, brancos, amarelos ou vermelhos. Diante dessa perspectiva podemos perguntar qual é a cor dos espíritos? Caso os espíritos tenham cor ela deve ser a mesma de Deus que os criou à Sua imagem e semelhança. Existem 59 milhões de brasileiros pobres. Segundo a cor da pele obtêm-se a seguinte distribuição: Pardos 34 milhões correspondentes a 45% dos 76 milhões de pardos Brancos 19 milhões correspondentes a 20% dos 93 milhões de brancos Negros 4 milhões correspondentes a 36% dos 11 milhões de negros O grupo com maior participação de pobre é o dos pardos. Como devem ser classificados os pardos? Como negros ou como brancos? O pardo é um pouco branco ou um pouco negro? Os que defendem a utilização de “cotas” classificam os pardos como negros, transformando o Brasil em uma nação bicolor, só há brancos e negros. A adoção de cotas para acesso às universidades, aos cargos públicos para os negros parte da pressuposto que há discriminação racial. Por que não somar os pardos aos brancos? Assim, teríamos argumentos para estabelecer cotas para os brancos. Enquanto a soma dos pobres negros e pardos representa 38 milhões (34+4), a soma de pobres brancos e pardos representa 53 milhões (34+19). A existência de pobres, independentemente de suas cores, decorre de problemas sociais e culturais, não da discriminação racial. Dessa forma, tratar desse problema pelo aspecto racial é um equívoco pelas seguintes razões:
1. a ciência e nem as religiões oferecem apoio para a separação dos seres humanos em raças; 2. como explicar a existência de 19 milhões de pobres brancos, serão eles discriminados pelos amarelos e vermelhos!
O problema da pobreza é um fato incontestável que desafia encontrarmos solução. A solução é capacitamos os indivíduos a terem acesso ao estudo e ao emprego qualquer que seja a cor de sua pele. Tratar como questão racial é no mínimo imprudente, podem surgir conflitos até agora ausentes em nosso país. Além de ouvir a minha exposição recomendo a leitura do livro “Não somos racistas” de Ali Kamel, diretor de jornalismo da globo que consta da página "Eu recomendo".
Copyright (C) 2007 Leonardo Kurcis Reservado |
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