Os ensinamentos de
Jesus possibilitam grandiosa modificação no paradigma relativo às ações,
atitudes e comportamentos. O fazer tem preferência em vez de não
fazer, portanto o “sim” vence o “não”. A repressão e o castigo dá lugar ao
aprendizado das ações, atitudes e comportamentos corretos. O perdão supera o
propósito da vingança.
A “pedagogia do amor”
novo paradigma ensinado por Jesus supera a “pedagogia do terror” responsável por
despertar sentimentos de culpa, medo e vergonha.
A “pedagogia do amor”
possibilita a conquista suprema da vida: a felicidade. A “pedagogia do
terror” com suas ameaças aponta para a possibilidade de condenação eterna,
a ser enfrentada no inferno. Enquanto a “pedagogia do amor” fortalece a
esperança, a “pedagogia do terror” reprime e até pode fazer ela desaparecer.
A “pedagogia do amor”
dá nova dimensão ao nosso relacionamento com Deus. No lugar de um Deus raivoso e
vingativo Jesus nos diz: Deus é Pai. Não mais precisamos nos identificar como
tementes e sim com filhos que amam Deus, nosso Pai.
A pedagogia de Jesus
esclarece, sensibiliza, harmoniza, respeita nossa liberdade, portanto é
consoladora, gentil e doce. Tomemos como exemplo:
As Bem-Aventuranças, do
sermão do monte.
Bem-aventurados os
humildes de espírito, porque deles é o
reino dos céus.
Bem-aventurados os que
choram porque serão consolados.
Bem-aventurados os
mansos, porque herdarão a terra.
Bem-aventurados...
As recomendações para que
não andemos ansiosos pelo dia
de amanhã.
Por isso vos digo: Não
andeis ansiosos pela vossa vida, quanto
ao que haveis de comer
e beber; nem pelo vosso corpo
quanto ao que haveis
de vestir. Não é a vida mais do que o
alimento, e o corpo
mais do que as vestes?
Observai as aves do
céu: não semeiam, não colhem, nem
ajuntam em celeiros;
contudo vosso Pai celeste as sustenta.
Porventura, não
valeis vós muito mais do que as aves? ...
O convite:
Vinde a mim todos os
que estais cansados e sobrecarregados,
e eu vos aliviarei.
Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de
mim, porque sou manso
e humilde de coração; e achareis
descanso para vossas
almas. Porque o meu jugo é suave e o
meu fardo é leve.
As parábolas, permitem
apresentar ensinamentos sem que alguém seja identificado por qualquer dedo
acusador. Cada um, segundo seu nível de entendimento e evolução, percebe,
entende e incorpora os ensinamentos do Mestre. Com amor e gentileza Jesus
respeita o livre arbítrio, a liberdade de escolha dos aprendizes.
A recomendação de
Jesus para amarmos ao próximo como a nós mesmos requer uma nova
compreensão de nossa real identidade. Somos filhos de Deus criados à sua imagem
e semelhança, somos deuses conforme disse o salmista (Salmos 82:6) e reafirmado
por Jesus.
Segundo Jesus podemos
fazer tudo o que ele faz e muito mais. Somos sementes perfeitas, cujo
início da germinação se deu no ato de nossa criação, destinadas a crescer e
vivermos a identidade revelada por Jesus: Eu e o Pai somos um. Como irmãos de
Jesus, portanto filhos do mesmo Deus, também podemos afirmar: nós e Deus somos
um.
No geral, aceitamos os
ensinamentos de Jesus sem, contudo, respeitarmos a forma que utilizou para
ensinar. A “pedagogia do amor” compreende o conteúdo dos ensinamentos e a forma
de ensinar.
Nas escolas os
castigos físicos desapareceram, o mesmo não podemos afirmar em relação a prática
de constrangimentos pelo despertamento da culpa, medo e vergonha, componentes da
“pedagogia do terror”.
Nas empresas nota-se
importante mudança, no lugar de consertar os trabalhadores procura-se
desenvolver os talentos, marca das vocações individuais.
Nos lares a “pedagogia
do terror” é empregada de maneira intensa, inclusive pela imposição de castigos
físicos, fato a se lamentar. Pesquisas revelam também que uma criança terá
ouvido pelo menos 180.000 vezes a palavra “não” ao atingir 8 anos de idade. O
“não” nunca serve para aplicação como recurso exclusivo ou preponderante. O
“sim”, no caso, deve ser entendido com o propósito de objetivar procedimento
afirmativo, ou seja, ensinar como fazer. O “não” isoladamente reprime a
ação sem, contudo capacitar à ação correta.
Por último, qual é a
pedagogia usada no âmbito das religiões, inclusive nas cristãs? Com tristeza
temos que reconhecer que a “pedagogia do terror” ainda tem posição de destaque.
Ensina-se os fundamentos da “pedagogia do amor” com uso da forma própria da
“pedagogia do terror”.
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