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Parte ( I ) |
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Parte ( II ) |
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Aquilo que verdadeiramente somos, a nossa essência, tem por denominação diversas expressões: eu superior, self, espírito. Uma metáfora pode permitir uma apreciação do “ser” ainda que fique longe de uma real compreensão. Suponhamos que o início do “ser” possa ser comparado a uma semente. A semente reúne todos os recursos que irão permitir o surgimento de uma planta. Do exterior serão necessários o solo, ar e água, elementos capazes de disparar a germinação e o próprio crescimento da planta. Por mais importante que sejam os elementos exteriores não são eles que conferem as características essenciais da planta. Quando lembramos da afirmação de que fomos criados à imagem e semelhança de Deus é possível supor que somos dotados de condições que recomendam exaltarmos nossa natureza. Como seres nos desenvolvemos a partir de uma “semente” que podemos chamar de Divina já que foi criada por Deus. As nossas experiências, voltadas para o exterior, podem ser comparadas com o que as plantas buscam para o seu crescimento, ou seja o solo, o ar e a água. As experiências realizadas nas diversas encarnações e no plano espiritual permitem, com a nossa vida de relação, despertarmos nossas potencialidades. Relação corresponde à nossa ligação com tudo que forma o mundo exterior: os reinos hominal, animal, vegetal e mineral. Os nossos recursos, entretanto, devem ser buscados em nosso interior. A síntese de todos os recursos, decorrentes de uso segundo as Leis Divinas, pode ser entendida como condição para alcançarmos plenitude, ou ainda a felicidade. É o encontro de nossa unidade com Deus. A experiência de uma criança que busca conseguir andar pode ilustrar o nosso assunto. Essa capacidade está na própria criança, os estímulos exteriores, ao observar os outros que andam, permitem à criança exercitar a capacidade nela existente de forma latente. Quando buscamos paz, tranqüilidade, criatividade, paciência, tolerância, amor, como também a raiva, ansiedade, impaciência, intolerância e outros recursos é em nosso interior que iremos encontrá-los. Pode ser surpreendente considerar também como recursos aquilo que usualmente classificamos como negativos. Positivos ou negativos não são os recursos e sim os resultados que obtemos com a sua utilização. Alcançamos sabedoria quando temos a capacidade de usar os recursos e obtermos resultados que estejam de acordo com a Regra de Ouro: faça aos outros aquilo que deseja que os outros façam para si mesmo. Os assuntos abordados, nas diversas gravações, devem ser classificados como uma simples introdução que busca motivar para a grande caminhada que podemos chamar de autodescobrimento ou de autoconhecimento.
Copyright (C) 2007 Leonardo Kurcis Reservado
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